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    <title>sumtozero.net, um blog por Miguel Pinheiro Marques</title>
    <description>Um blog sobre áudio, masterização, design de estúdios &amp; acústica</description>
    <link>https://sumtozero.net/pt/</link>
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    <language>pt</language>
    
    <item>
      <title>Configurar metadata no Reaper em sessões de masterização</title> 
      <link>https://sumtozero.net/pt/posts/configurar-metadata-no-reaper-para-masterização/</link>
      <pubDate>Sat, 03 Jan 2026 08:45:00 +0000</pubDate>
      <guid>https://sumtozero.net/pt/posts/configurar-metadata-no-reaper-para-masterização/</guid>
      
      
      <description>Um guia completo para guardar e gerir metadata de discos em sessões do Reaper. Inclui templates para regiões, dicas para utilização de wildcards e scripts para gerir CD-TEXT de forma automática no processo de criação de DDP.</description>
      
      
      <content:encoded>
        &lt;p&gt;A gestão de metadata importa mais do que parece na masterização. Um arquivo digital bem organizado e pesquisável é essencial para qualquer estúdio profissional. Os clientes pedem ficheiros anos depois do processo estar concluído, e uma boa metadata garante que esses ficheiros se encontram sem drama.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Metadata em falta ou incorrecta também cria problemas reais na distribuição digital. E apesar dos números do streaming, os CDs continuam a ser uma parte significativa da indústria. Os músicos valorizam o CD-TEXT, o que torna a inserção precisa de metadata em ficheiros master DDP uma exigência standard.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma razão pela qual continuo a usar o Reaper para masterização é que gere tudo num único projecto: processamento, sequenciação e exportação. Ou seja, posso guardar a metadata de um lançamento directamente na timeline e automatizar as exportações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A forma como giro isto é anexando a metadata directamente às regiões (Regions).&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Porquê regiões?&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;As regiões no Reaper são uma escolha natural para masterização, especialmente para material delimitado no tempo, como uma música individual, um álbum ou movimentos numa peça de música clássica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo para um disco gapless (sem pausas), as regiões ajudam a visualizar onde começam e acabam partes específicas. Permitem saltar entre secções instantaneamente e fazer cortes para processar secções separadamente se necessário, mesmo que no final se exporte tudo como um único ficheiro contínuo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inspirei-me no sistema nativo do Reaper desenhado para exportação de DDP e desenvolvi um modelo padrão de nomeação de regiões:&lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;&lt;code&gt;#TITLE=Title|PERFORMER=Artist|COMPOSER=Composer|LYRICIST=Lyricist|ISRC=PTKNU2600001|VERSION=1|VINYL=A1
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;
&lt;p&gt;Para cada região, uso este modelo e edito os campos para essa faixa específica. Isto permite inserir dados granulares que podem ser recuperados mais tarde usando wildcards durante o processo de render.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Detalhe dos campos&lt;/h3&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Campos standard: TITLE, PERFORMER, COMPOSER, LYRICIST e ISRC são tags standard autoexplicativas.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;VERSION: Usado internamente. Se uma faixa for alvo de revisões, consigo identificar o número da versão no nome do ficheiro.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;VINYL: Como masterizo frequentemente para vinil, este campo permite designar os lados (ex: A1, A2, B1, C4). Para streaming, o ID da região determina a ordem das faixas (1, 2, 3...) mas para vinil extraio o wildcard deste campo para determinar a sequência.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Desta forma, sequências distintas para lançamentos digitais e vinil ficam sempre guardadas dentro do projecto.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Metadata global do lançamento&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As regiões tratam dos detalhes ao nível da faixa, mas também é preciso campos para o lançamento inteiro (ex: Artista do Álbum, Título do Álbum). Guardo essa informação nas Definições do Projecto (Project Settings):&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Ir a File &amp;gt; Project Settings.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Clicar no separador Notes.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Preencher os campos &amp;quot;Title&amp;quot; (Nome do Álbum) e &amp;quot;Author&amp;quot; (Artista do Álbum).&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h2&gt;Exportar ficheiros digitais&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Assim que as regiões estiverem nomeadas, o próximo passo é instruir o Reaper a usar esse texto como metadata.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na janela Render to File:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Activar a opção Metadata....&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Usar wildcards para extrair os dados da região para tags ID3/WAV.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Por exemplo, para definir o Título da Faixa: $region(#TITLE)[|]&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-450.webp 450w, https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-900.webp 900w, https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-1200.webp 1200w, https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-1800.webp 1800w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-450.jpeg&quot; class=&quot;article-image&quot; loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; alt=&quot;Reaper Render Metadata com wildcards&quot; width=&quot;1800&quot; height=&quot;1280&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-450.jpeg 450w, https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-900.jpeg 900w, https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-1200.jpeg 1200w, https://sumtozero.net/img/b_Rp1dMy98-1800.jpeg 1800w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Imagem 1. Convenção de nomenclatura para inserir metadata no Reaper usando wildcards.&lt;/h4&gt;
&lt;h2&gt;Padrão de nomeação de ficheiros&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Também uso estes wildcards para gerir os nomes dos ficheiros na exportação. O padrão habitual do nosso estúdio é:&lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;&lt;code&gt;$region(PERFORMER)[|] - $regionnumber $region(#TITLE)[|] v$region(VERSION)[|]
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;
&lt;p&gt;Isto gera automaticamente nomes de ficheiros como: &lt;em&gt;Nome do Artista - 01 Título da Música v1.wav&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Gerir DDPs e CD-TEXT&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;O sistema acima funciona bem para ficheiros digitais, mas os CDs de Áudio (imagens DDP) requerem uma abordagem diferente. Os DDPs dependem de markers específicos para identificar pontos de início de faixa, índices e CD-TEXT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Reaper tem suporte nativo para DDP, mas colocar markers manualmente e escrever a metadata para cada um é entediante e propenso a erros. Felizmente, o Reaper permite scripting. Escrevi um script em Lua que automatiza todo este processo. O script extrai a informação já inserida nas regiões, limpa caracteres especiais e converte-os nos markers específicos necessários para um DDP válido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O script faz duas coisas:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Converte regiões em markers: insere nos inícios das regiões markers de faixa (#) e gere os markers especiais de início (!) e fim (@) exigidos pela norma DDP.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Simplifica o texto: o CD-TEXT é muito restrito quanto aos conjuntos de caracteres (ASCII), não aceitando por exemplo alguns dos caracteres usados em Português. O script converte automaticamente caracteres como &amp;quot;ç&amp;quot; para &amp;quot;c&amp;quot; ou &amp;quot;ã&amp;quot; para &amp;quot;a&amp;quot;. Embora não seja linguisticamente perfeito, evita que os leitores de CD exibam caracteres errados ou rejeitem o texto completamente.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;pre&gt;&lt;code&gt;--[[
* ReaScript Name: Convert Regions to DDP Markers
* Description: Creates DDP markers (!, Tracks, @) with full metadata integration and text sanitization.
* Author: Knurl Mastering
--]]

local is_new_value, filename, section_ID, command_ID, mode, resolution, val = reaper.get_action_context()

-----------------------------------------------------------
-- 1. TOOLBAR FLASH LOGIC
-----------------------------------------------------------
local flash_duration = 0.1 
local start_time = 0

function MonitorFlash()
	local now = reaper.time_precise()
	if now - start_time &amp;lt; flash_duration then
		reaper.defer(MonitorFlash) 
	else
		reaper.SetToggleCommandState(section_ID, command_ID, 0)
		reaper.RefreshToolbar2(section_ID, command_ID)
	end
end

function TriggerFlash()
	reaper.SetToggleCommandState(section_ID, command_ID, 1)
	reaper.RefreshToolbar2(section_ID, command_ID)
	start_time = reaper.time_precise()
	MonitorFlash()
end

-----------------------------------------------------------
-- 2. TEXT SANITIZATION
-----------------------------------------------------------
local replacements = {
	[&amp;quot;á&amp;quot;]=&amp;quot;a&amp;quot;, [&amp;quot;à&amp;quot;]=&amp;quot;a&amp;quot;, [&amp;quot;ã&amp;quot;]=&amp;quot;a&amp;quot;, [&amp;quot;â&amp;quot;]=&amp;quot;a&amp;quot;, [&amp;quot;ä&amp;quot;]=&amp;quot;a&amp;quot;, [&amp;quot;å&amp;quot;]=&amp;quot;a&amp;quot;,
	[&amp;quot;é&amp;quot;]=&amp;quot;e&amp;quot;, [&amp;quot;è&amp;quot;]=&amp;quot;e&amp;quot;, [&amp;quot;ê&amp;quot;]=&amp;quot;e&amp;quot;, [&amp;quot;ë&amp;quot;]=&amp;quot;e&amp;quot;,
	[&amp;quot;í&amp;quot;]=&amp;quot;i&amp;quot;, [&amp;quot;ì&amp;quot;]=&amp;quot;i&amp;quot;, [&amp;quot;î&amp;quot;]=&amp;quot;i&amp;quot;, [&amp;quot;ï&amp;quot;]=&amp;quot;i&amp;quot;,
	[&amp;quot;ó&amp;quot;]=&amp;quot;o&amp;quot;, [&amp;quot;ò&amp;quot;]=&amp;quot;o&amp;quot;, [&amp;quot;õ&amp;quot;]=&amp;quot;o&amp;quot;, [&amp;quot;ô&amp;quot;]=&amp;quot;o&amp;quot;, [&amp;quot;ö&amp;quot;]=&amp;quot;o&amp;quot;,
	[&amp;quot;ú&amp;quot;]=&amp;quot;u&amp;quot;, [&amp;quot;ù&amp;quot;]=&amp;quot;u&amp;quot;, [&amp;quot;û&amp;quot;]=&amp;quot;u&amp;quot;, [&amp;quot;ü&amp;quot;]=&amp;quot;u&amp;quot;,
	[&amp;quot;ç&amp;quot;]=&amp;quot;c&amp;quot;, [&amp;quot;ñ&amp;quot;]=&amp;quot;n&amp;quot;, [&amp;quot;ý&amp;quot;]=&amp;quot;y&amp;quot;,
	[&amp;quot;Á&amp;quot;]=&amp;quot;A&amp;quot;, [&amp;quot;À&amp;quot;]=&amp;quot;A&amp;quot;, [&amp;quot;Ã&amp;quot;]=&amp;quot;A&amp;quot;, [&amp;quot;Â&amp;quot;]=&amp;quot;A&amp;quot;, [&amp;quot;Ä&amp;quot;]=&amp;quot;A&amp;quot;, [&amp;quot;Å&amp;quot;]=&amp;quot;A&amp;quot;,
	[&amp;quot;É&amp;quot;]=&amp;quot;E&amp;quot;, [&amp;quot;È&amp;quot;]=&amp;quot;E&amp;quot;, [&amp;quot;Ê&amp;quot;]=&amp;quot;E&amp;quot;, [&amp;quot;Ë&amp;quot;]=&amp;quot;E&amp;quot;,
	[&amp;quot;Í&amp;quot;]=&amp;quot;I&amp;quot;, [&amp;quot;Ì&amp;quot;]=&amp;quot;I&amp;quot;, [&amp;quot;Î&amp;quot;]=&amp;quot;I&amp;quot;, [&amp;quot;Ï&amp;quot;]=&amp;quot;I&amp;quot;,
	[&amp;quot;Ó&amp;quot;]=&amp;quot;O&amp;quot;, [&amp;quot;Ò&amp;quot;]=&amp;quot;O&amp;quot;, [&amp;quot;Õ&amp;quot;]=&amp;quot;O&amp;quot;, [&amp;quot;Ô&amp;quot;]=&amp;quot;O&amp;quot;, [&amp;quot;Ö&amp;quot;]=&amp;quot;O&amp;quot;,
	[&amp;quot;Ú&amp;quot;]=&amp;quot;U&amp;quot;, [&amp;quot;Ù&amp;quot;]=&amp;quot;U&amp;quot;, [&amp;quot;Û&amp;quot;]=&amp;quot;U&amp;quot;, [&amp;quot;Ü&amp;quot;]=&amp;quot;U&amp;quot;,
	[&amp;quot;Ç&amp;quot;]=&amp;quot;C&amp;quot;, [&amp;quot;Ñ&amp;quot;]=&amp;quot;N&amp;quot;, [&amp;quot;Ý&amp;quot;]=&amp;quot;Y&amp;quot;
}

function sanitize_text(str)
	if not str then return &amp;quot;&amp;quot; end
	-- Step A: Replace accented chars
	for k, v in pairs(replacements) do
		str = string.gsub(str, k, v)
	end
	-- Step B: Allow # = | and standard punctuation
	str = string.gsub(str, &amp;quot;[^%w%s%-%_%.%,%!%?%&#39;%&#92;&amp;quot;%(%)%#%=%|]&amp;quot;, &amp;quot;&amp;quot;)
	return str
end

-----------------------------------------------------------
-- 3. METADATA HELPERS
-----------------------------------------------------------
function get_project_title()
	local retval, title = reaper.GetSetProjectInfo_String(0, &amp;quot;PROJECT_TITLE&amp;quot;, &amp;quot;&amp;quot;, false)
	if retval and title ~= &amp;quot;&amp;quot; then
		return sanitize_text(title)
	else
		return &amp;quot;Unknown Album&amp;quot;
	end
end

function get_project_author()
	local retval, author = reaper.GetSetProjectInfo_String(0, &amp;quot;PROJECT_AUTHOR&amp;quot;, &amp;quot;&amp;quot;, false)
	if retval and author ~= &amp;quot;&amp;quot; then
		return sanitize_text(author)
	else
		return &amp;quot;Unknown Artist&amp;quot;
	end
end

function create_colored_marker(pos, name, id)
	-- Dark Grey (64, 64, 64)
	local r, g, b = 64, 64, 64
	local color = reaper.ColorToNative(r, g, b) | 0x1000000
	
	reaper.AddProjectMarker2(0, false, pos, 0, name, id, color)
end

-----------------------------------------------------------
-- 4. MAIN LOGIC
-----------------------------------------------------------
function main()
	-- CHECK: Do regions exist?
	local ret, num_markers, num_regions = reaper.CountProjectMarkers(0)
	if num_regions == 0 then return end 
	
	TriggerFlash()
	reaper.Undo_BeginBlock()

	local i = 0
	local regions_to_process = {}
	local last_region_end = 0

	-- LOOP: Gather all Regions
	while true do
		local retval, isrgn, pos, rgnend, name, markrgnindexnumber = reaper.EnumProjectMarkers(i)
		if retval == 0 then break end
		
		if isrgn then
			table.insert(regions_to_process, {
				pos = pos,
				name = name,
				id = markrgnindexnumber
			})
			
			-- Find the absolute end of the album
			if rgnend &amp;gt; last_region_end then
				last_region_end = rgnend
			end
		end
		i = i + 1
	end

	-- A. CREATE START MARKER (ID 99)
	create_colored_marker(0, &amp;quot;!&amp;quot;, 99)

	-- B. CREATE TRACK MARKERS
	for _, rgn in ipairs(regions_to_process) do
		local clean_name = sanitize_text(rgn.name)
		create_colored_marker(rgn.pos, clean_name, rgn.id)
	end

	-- C. CREATE END MARKER
	-- Format: @ALBUM|PERFORMER=Artist
	local album_title = get_project_title()
	local album_artist = get_project_author()
	local end_marker_name = &amp;quot;@&amp;quot; .. album_title .. &amp;quot;|PERFORMER=&amp;quot; .. album_artist
	
	-- ID: Number of Regions + 1
	local end_marker_id = num_regions + 1
	
	create_colored_marker(last_region_end, end_marker_name, end_marker_id)

	reaper.Undo_EndBlock(&amp;quot;Create DDP Markers&amp;quot;, -1)
end

main()
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;

      </content:encoded>

      
      
    </item>
    
    <item>
      <title>Um guia para desacoplar colunas em estúdios</title> 
      <link>https://sumtozero.net/pt/posts/um-guia-para-desacoplar-colunas/</link>
      <pubDate>Sat, 14 Feb 2026 08:45:00 +0000</pubDate>
      <guid>https://sumtozero.net/pt/posts/um-guia-para-desacoplar-colunas/</guid>
      
      
      <description>O desacoplamento das colunas em régies é uma prática recomendada que melhora significativamente a resposta do sistema escuta. Embora a acústica da sala seja a base fundamental, garantir que as colunas se encontram desacopladas dos seus stands ou paredes pode resultar em melhorias significativas no desempenho geral do sistema.</description>
      
      
      <content:encoded>
        &lt;p&gt;Desacoplar as colunas em régies melhora visivelmente o seu desempenho no ambiente de escuta. A acústica da sala é a base de tudo, mas ter as colunas devidamente isoladas dos stands ou das paredes pode limpar o sistema consideravelmente.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Quais são os benefícios de desacoplar as colunas&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Quando uma coluna é colocada directamente num suporte ou numa mesa sem desacoplamento, a energia mecânica da caixa transfere-se para a estrutura de suporte, fazendo-a vibrar por simpatia. Isto transforma a mesa, os stands ou o chão num radiador secundário e descontrolado que ensombra o som. Ao desacoplar a coluna quebra-se esta ponte mecânica, mantendo a energia dos drivers focada em mover o ar em vez de abanar a estrutura. O resultado é graves mais controlados e uma imagem stereo mais limpa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desacoplamento também ajuda a resposta a transientes. Quando a caixa vibra contra uma superfície rígida, os micro-movimentos distorcem o ataque inicial de um som, particularmente nos médios-graves. O isolamento estabiliza a coluna, deixando os drivers parar e arrancar com maior precisão. O resultado é uma imagem stereo mais definida, melhor profundidade de campo e um ambiente de escuta onde o que se ouve é o que está gravado, não a ressonância do mobiliário ou da sala.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-450.webp 450w, https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-900.webp 900w, https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-1200.webp 1200w, https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-1800.webp 1800w, https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-2400.webp 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-450.jpeg&quot; class=&quot;article-image&quot; loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; alt=&quot;A sala de mastering original da Arda Recorders durante a instalação das colunas em 2020.&quot; width=&quot;2400&quot; height=&quot;1800&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-450.jpeg 450w, https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-900.jpeg 900w, https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-1200.jpeg 1200w, https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-1800.jpeg 1800w, https://sumtozero.net/img/EJFY33hJq4-2400.jpeg 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Imagem 1. A sala de mastering original da Arda Recorders durante a instalação das colunas em 2020, com as ATC SCM110ASL Pro totalmente desacopladas dentro de uma caixa ainda aberta, para permitir medições e o ajuste dos apoios.&lt;/h4&gt;
&lt;h2&gt;O desacoplamento apenas na base da coluna é suficiente?&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Uma dúvida razoável: se a coluna está apenas a &amp;quot;flutuar&amp;quot;, o movimento frontal do woofer não vai empurrar a caixa para trás? Tecnicamente sim. A terceira lei de Newton diz que essa energia tem de ir para algum lado e, sem uma ligação rígida, a caixa fica sujeita a micro-movimentos que podem afectar os transientes. Em quase todos os cenários de escuta, porém, a distorção audível causada por um chão ou mesa ressonante a &amp;quot;cantar&amp;quot; juntamente com os graves é muito mais destrutiva do que o recuo da caixa. Quebrar essa ponte mecânica é a melhor opção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para ter o melhor dos dois mundos (desacoplamento e estabilidade), pode-se introduzir mais massa na equação. Uma boa solução é colocar um bloco pesado de pedra, granito ou betão directamente sob a coluna, com os apoios de isolamento por baixo dessa laje. Isto aumenta a inércia total do sistema. A massa pesada resiste ao recuo da caixa e deixa os drivers disparar a partir de uma posição estável, enquanto o material de isolamento por baixo continua a impedir que a energia se propague para a estrutura do edifício.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para configurações embutidas, a coluna deve idealmente ser desacoplada omnidireccionalmente: flutuando no topo, na base e nas laterais. A abordagem mais eficaz é alojar a coluna dentro de uma caixa pesada e amortecida, fixando-a sob pressão contra apoios de isolamento ou molas. Todo este módulo é instalado na parede como uma só peça. Embora isto aumente a complexidade dos cálculos de carga (é preciso contabilizar não só a distribuição de peso da própria coluna, mas também a força descendente exercida pelos apoios ou molas comprimidos no topo), maximiza o isolamento e permite que o sistema (caixa + coluna) seja removido como uma unidade única para manutenção.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;O que funciona para o desacoplamento (e o que não funciona)&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;No mundo DIY, há a ideia instalada de que qualquer material macio serve para isolar uma coluna. Isto leva ao uso de bolas de ténis cortadas ao meio, bases de borracha simples, espuma de embalagem ou até placas de lã de rocha de alta densidade. Estes materiais são geralmente ineficazes porque não têm características de mola. Regra rápida para soluções comerciais: se o produto é definido principalmente por uma classificação de dureza Shore, é um amortecedor, não um isolador com comportamento de mola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desacoplamento a sério requer um material que actue como um filtro mecânico passa-baixo. Para colunas pesadas, as molas metálicas são frequentemente a opção mais prática porque oferecem uma frequência natural muito baixa, embora possam introduzir ressonância se não forem devidamente amortecidas. Uma alternativa mais versátil são os elastómeros de poliuretano microcelular, como o Sylomer ou o Regufoam. Estes materiais são espumas com comportamento de mola, concebidas com densidades específicas para lidar com gamas de peso precisas. Ao contrário da borracha genérica, comportam-se como uma mola combinada com um amortecedor, isolando as vibrações sem o &lt;em&gt;ringing&lt;/em&gt; associado às molas metálicas não amortecidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O fator crítico na escolha destes materiais é a deflexão estática: quanto é que o material comprime com o peso da coluna. O desacoplamento é física, não magia; para um apoio funcionar, tem de ser carregado correctamente. Se colocar uma coluna leve num apoio rígido, o apoio não comprime o suficiente para actuar como mola e as vibrações passam directamente. O contrário também é verdade: se a coluna for demasiado pesada, o material fica completamente esmagado e torna-se uma ponte sólida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-450.webp 450w, https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-900.webp 900w, https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-1200.webp 1200w, https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-1800.webp 1800w, https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-2400.webp 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-450.jpeg&quot; class=&quot;article-image&quot; loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; alt=&quot;Três exemplos de diferentes apoios Sylomer e suportes de mola da AMC Mecanocaucho.&quot; width=&quot;2400&quot; height=&quot;829&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-450.jpeg 450w, https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-900.jpeg 900w, https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-1200.jpeg 1200w, https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-1800.jpeg 1800w, https://sumtozero.net/img/1bpKe4fdEF-2400.jpeg 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Imagem 2. Três exemplos de diferentes apoios Sylomer e suportes de mola da &lt;a href=&quot;https://www.mecanocaucho.com/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;AMC Mecanocaucho&lt;/a&gt;.&lt;/h4&gt;
&lt;h2&gt;Calcular a carga: é tudo uma questão de matemática&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Escolher o isolamento certo é uma questão de matemática simples mas que tem de ser calculada. Não se pode adivinhar; é obrigatório calcular. O primeiro passo é consultar a ficha técnica do fabricante para saber o peso exacto da coluna, mas esse número isolado raramente chega. A maioria das colunas, particularmente os modelos passivos com ímanes pesados nos drivers, tem o peso distribuído de forma frontal. Isto desloca o centro de gravidade para a frente, o que significa que os apoios ou molas frontais suportarão muito mais carga do que os traseiros. Se usar quatro apoios idênticos num quadrado, os dois da frente podem ficar sobrecarregados (esmagados) enquanto os dois de trás ficam subcarregados (demasiado rígidos para isolar), comprometendo todo o sistema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para resolver isto, é necessário calcular a carga por ponto de montagem. Se estiver a usar um material como o Sylomer, o fabricante disponibiliza fichas técnicas que especificam a gama de carga estática ideal para cada densidade codificada por cores. Por exemplo, um apoio de Sylomer amarelo com 100x100x25mm poderá ter o seu desempenho ideal entre 9-10kg, enquanto um laranja com as mesmas dimensões requer 14-16kg para funcionar como pretendido (&lt;strong&gt;nota: diferentes fabricantes podem usar códigos de cores diferentes&lt;/strong&gt;). Poderá ser necessário usar densidades diferentes para a frente e para a traseira, ou ajustar o espaçamento dos apoios para equilibrar a distribuição de peso. A capacidade de carga é geralmente indicada em N/mm&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; por cor, pelo que a escolha do apoio correcto exige acertar tanto na dimensão como na cor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O último passo é a verificação. Uma vez colocadas as colunas nos suportes, é preciso medir a deflexão: a quantidade real que a mola ou o apoio comprimiu. Para molas, medir a altura chega; para elastómeros como o Sylomer, procura-se uma percentagem específica de compressão (frequentemente cerca de 10-20%, dependendo do tipo) para garantir que o material está na sua região elástica linear. Se um apoio não estiver a deflectir o suficiente, está a agir como um bloco sólido; esmagado, está a fazer ponte. Ajustar o número de apoios ou a sua posição até atingir uma deflexão uniforme e especificada em todos os pontos é a única forma de garantir que o sistema está verdadeiramente desacoplado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-450.webp 450w, https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-900.webp 900w, https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-1200.webp 1200w, https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-1800.webp 1800w, https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-2400.webp 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-450.jpeg&quot; class=&quot;article-image&quot; loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; alt=&quot;Medição da deflexão em apoios Sylomer individuais para garantir a carga correta.&quot; width=&quot;2400&quot; height=&quot;3200&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-450.jpeg 450w, https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-900.jpeg 900w, https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-1200.jpeg 1200w, https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-1800.jpeg 1800w, https://sumtozero.net/img/T5dX-fm-rN-2400.jpeg 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Imagem 3. Medição da deflexão em apoios Sylomer individuais com a régua do &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/@arduinoversusevil2025&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;@AvE&lt;/a&gt;, para garantir a correcta deformação do apoio.&lt;/h4&gt;
&lt;h2&gt;Soluções prontas a usar: para quem não quer fazer contas&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Se a matemática parecer assustadora ou se preferir uma solução verificada e com acabamento profissional, há boas opções no mercado que aplicam exactamente estes princípios. Ao contrário das bases de espuma genéricas ou dos discos de borracha &amp;quot;mágicos&amp;quot;, empresas como a &lt;a href=&quot;https://www.mesanovicmicrophones.com/iso-platform&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Mesanovic&lt;/a&gt; e a &lt;a href=&quot;https://spacelab.systems/products/lift-mk2-speaker-stand&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Space Lab Systems&lt;/a&gt; desenvolvem os seus suportes e plataformas com Sylomer calibrado ou isolamento à base de molas. Estes produtos eliminam a incerteza da equação, fornecendo um sistema massa-mola pré-sintonizado. Ao seleccionar o modelo que corresponde à gama de peso das colunas, obtém-se uma frequência natural baixa garantida e a deflexão correcta logo à saída da caixa, sem necessidade de cortar espuma ou medir a compressão manualmente.&lt;/p&gt;

      </content:encoded>

      
      
    </item>
    
    <item>
      <title>Preparação de cabos de áudio</title> 
      <link>https://sumtozero.net/pt/posts/preparacao-de-cabos-de-audio/</link>
      <pubDate>Sun, 10 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate>
      <guid>https://sumtozero.net/pt/posts/preparacao-de-cabos-de-audio/</guid>
      
      
      <description>Quando se fala de construir cabos de áudio, a soldadura recebe toda a atenção. Mas um cabo que dure uma vida inteira começa antes de o ferro sequer ser ligado. A preparação dos cabos é a parte mais importante de todo o processo, e é também a mais ignorada.</description>
      
      
      <content:encoded>
        &lt;p&gt;A soldadura recebe toda a glória na construção de cabos. Toda a gente obceca com ligas de solda, temperaturas do ferro e juntas brilhantes. Mas um cabo que dure uma vida inteira constrói-se antes de o ferro sequer ser ligado. Nenhuma técnica de soldadura compensa uma preparação descuidada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A forma como se faz o &lt;em&gt;stripping&lt;/em&gt; dos condutores e se reveste as montagens é o que realmente determina se um cabo aguenta anos ou falha em seis meses. Aqui fica o que faço na preparação dos meus cabos, porque é que certos materiais importam e porque uso revestimento mecânico em vez de termo-retráctil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-450.webp 450w, https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-900.webp 900w, https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-1200.webp 1200w, https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-1800.webp 1800w, https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-2400.webp 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-450.jpeg&quot; class=&quot;article-image&quot; loading=&quot;eager&quot; decoding=&quot;async&quot; alt=&quot;Um cabo de áudio depois do stripping, antes e depois de ser preparado.&quot; fetchpriority=&quot;high&quot; width=&quot;2400&quot; height=&quot;1599&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-450.jpeg 450w, https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-900.jpeg 900w, https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-1200.jpeg 1200w, https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-1800.jpeg 1800w, https://sumtozero.net/img/8W592LJW70-2400.jpeg 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Imagem 1. Um cabo de áudio depois do stripping, antes e depois de ser preparado.&lt;/h4&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;h2&gt;1. Escolher as matérias-primas certas&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Um bom cabo começa muito antes de se tocar num fio. Começa na escolha de componentes decentes e em perceber o que se está a comprar.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Marcas e fornecimento&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Sempre que posso, compro local ou regional. Os portes e taxas alfandegárias acumulam-se rapidamente. Na Europa, duas marcas cumprem bem o trabalho:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Sommer Cable:&lt;/strong&gt; Fabricada na Alemanha. As minhas escolhas habituais são o &lt;strong&gt;SC-Isopod SO-F22&lt;/strong&gt; e o multipair &lt;strong&gt;SC-Mistral MCF&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Van Damme:&lt;/strong&gt; Uma marca britânica, com vários modelos fabricados na UE. A gama &lt;strong&gt;Blue Series Studio Grade&lt;/strong&gt; é boa para fiação geral, e o &lt;strong&gt;Van Damme White Line AES/EBU 1 pair LSZH Ecoflex&lt;/strong&gt; funciona muito bem para interligações. Com o Brexit ficaram um pouco mais difíceis de arranjar na UE, mas valem o esforço.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h3&gt;Escolha do condutor: pureza e diâmetro&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Antes de olhar para a bainha, olha-se para o cobre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pureza (OFC):&lt;/strong&gt; Optar sempre por &lt;strong&gt;OFC (cobre isento de oxigénio)&lt;/strong&gt;. O argumento sonoro a favor do OFC discute-se sem fim nos círculos hi-fi. O argumento mecânico não. O OFC oxida muito mais lentamente, por isso o cabo não vai ficar verde e quebradiço dentro da bainha daqui a cinco anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diâmetro/Secção:&lt;/strong&gt; Para interligações de estúdio ao nível de linha, o ideal são condutores à volta de &lt;strong&gt;0,22mm² a 0,25mm² (24 AWG a 23 AWG)&lt;/strong&gt;. Grosso o suficiente para manter a resistência baixa e aguentar mecanicamente. Fino o suficiente para caber nos copos de soldadura dos conectores standard.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Multifilar vs. núcleo sólido:&lt;/strong&gt; Sempre multifilar para trabalho de estúdio. Núcleo sólido serve para instalações permanentes em paredes. Qualquer cabo que vá ser dobrado, enrolado ou manuseado precisa de cobre multifilar. Sem excepções.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Capacitância&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Nas fichas técnicas, a &lt;strong&gt;capacitância&lt;/strong&gt; (pF/m) é o número a que prestar atenção. Um cabo comporta-se como um condensador. Combinado com a impedância de saída do equipamento, cria um filtro passa-baixo RC. Tiragens mais longas e maior capacitância significam mais atenuação nas altas frequências. Se um fabricante não publicar a capacitância, passa-se à frente.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Materiais de bainha e LSZH&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A bainha afecta a flexibilidade, durabilidade e segurança.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;PVC:&lt;/strong&gt; O standard. Flexível, barato e fácil de decapar. Funciona bem para a maior parte das situações em estúdio.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;PUR (Poliuretano):&lt;/strong&gt; Resistente, à prova de abrasão e de corte. Desnecessário para instalações permanentes em estúdio, mas excelente em palco onde os cabos são pisados constantemente.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Sobre o LSZH, vale a pena perceber o que é porque o termo anda muito mal usado. Não é um material, é uma classificação. O PVC tem cloro, que é um halogénio. As bainhas LSZH usam compostos alternativos, normalmente poliolefinas retardantes de chama, sem halogénios. Em caso de incêndio não libertam gases tóxicos nem fumo negro espesso.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;A abordagem &amp;quot;não blindado&amp;quot;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os blindados de malha pesada são duráveis, mas acrescentam volume, rigidez e muita capacitância.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para tiragens curtas de estúdio com ligações balanceadas, uso o que se chama a abordagem &amp;quot;não blindada&amp;quot;. Para ser claro, fio de áudio a granel verdadeiramente sem blindagem praticamente não existe. Quando os técnicos de estúdio dizem não blindado para interligações, querem dizer &lt;strong&gt;&lt;em&gt;foil shield&lt;/em&gt; com &lt;em&gt;drain wire&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;em&gt;foil&lt;/em&gt; garante cobertura total contra RFI. Mas estruturalmente o cabo comporta-se como se não tivesse blindagem nenhuma. A preparação é rápida: rasga-se o &lt;em&gt;foil&lt;/em&gt;, isola-se o &lt;em&gt;drain wire&lt;/em&gt; e solda-se. A capacitância cai bastante, o cabo fica flexível e é perfeito para &lt;em&gt;racks&lt;/em&gt; e instalações permanentes.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;h2&gt;2. Stripping com precisão&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Aqui a consistência importa mais do que a velocidade. Fazer um corte nos fios de cobre internos durante o &lt;em&gt;stripping&lt;/em&gt; cria um ponto fraco que vai ceder eventualmente. Cede sempre.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;As ferramentas&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Não há links de afiliados aqui. As ferramentas que uso são da &lt;strong&gt;Knipex&lt;/strong&gt;, e a razão é simples: são consistentes. Têm uma ferramenta para cada parte do trabalho. Corte, &lt;em&gt;stripping&lt;/em&gt; de condutores internos finos, &lt;em&gt;stripping&lt;/em&gt; de cabos individuais mais grossos, &lt;em&gt;stripping&lt;/em&gt; de bainhas exteriores pesadas. Seja qual for o diâmetro com que se está a trabalhar, existe uma Knipex para isso. A foto abaixo dá uma boa ideia da variedade que tenho na bancada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-450.webp 450w, https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-900.webp 900w, https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-1200.webp 1200w, https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-1800.webp 1800w, https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-2400.webp 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-450.jpeg&quot; class=&quot;article-image&quot; loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; alt=&quot;Várias ferramentas de stripping da Knipex.&quot; width=&quot;2400&quot; height=&quot;2400&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-450.jpeg 450w, https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-900.jpeg 900w, https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-1200.jpeg 1200w, https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-1800.jpeg 1800w, https://sumtozero.net/img/_XrP2yclZb-2400.jpeg 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Imagem 2. Algumas das minhas ferramentas de &lt;em&gt;stripping&lt;/em&gt;, todas da Knipex, para bainhas interiores e exteriores, para cabos de diferentes diâmetros (desde cabos finos individuais até &lt;em&gt;looms&lt;/em&gt; multicondutores).&lt;/h4&gt;
&lt;h3&gt;Comprimentos de stripping&lt;/h3&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Bainha exterior:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Strip&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;15mm a 20mm&lt;/strong&gt;. A braçadeira interna do conector tem de agarrar na bainha exterior espessa, não nos fios internos finos.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Condutores internos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Strip&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;3mm a 4mm&lt;/strong&gt;. Apenas cobre nu suficiente para preencher o copo de soldadura.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;h2&gt;3. Revestimento profissional: o sistema Hellermann&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Nunca fui fã do termo-retráctil. Precisa de calor que pode amolecer o isolamento dos condutores, e tapa completamente a junta soldada. Se algo correr mal mais tarde, não se consegue ver. Usar termo-retráctil numa junta é como pintar por cima de uma parede rachada. Não se está a resolver nada, só a esconder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em vez disso uso o &lt;strong&gt;sistema de revestimento mecânico Hellermann&lt;/strong&gt;. A &lt;em&gt;sleeve&lt;/em&gt; vai sobre a transição onde a bainha exterior termina e dá ao cabo suporte mecânico real exactamente onde é necessário.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Ferramentas, sleeves e lubrificação&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;É preciso a &lt;a href=&quot;https://www.hellermanntyton.com/products/application-tools-for-sleeves/ss/621-80008&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ferramenta Hellermann SS&lt;/a&gt; para as aplicar. É uma ferramenta de expansão de três pontas que estica a &lt;em&gt;sleeve&lt;/em&gt; para que se possa deslizar sobre o cabo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-450.webp 450w, https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-900.webp 900w, https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-1200.webp 1200w, https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-1800.webp 1800w, https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-2400.webp 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-450.jpeg&quot; class=&quot;article-image&quot; loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; alt=&quot;Ferramenta Hellermann SS a inserir uma sleeve num cabo de áudio.&quot; width=&quot;2400&quot; height=&quot;1599&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-450.jpeg 450w, https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-900.jpeg 900w, https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-1200.jpeg 1200w, https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-1800.jpeg 1800w, https://sumtozero.net/img/oMZ3QstvHi-2400.jpeg 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Imagem 3. Ferramenta Hellermann SS a inserir uma &lt;em&gt;sleeve&lt;/em&gt; num cabo de áudio.&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Para a maioria das aplicações uso as &lt;em&gt;sleeves&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;H20&lt;/strong&gt; (referência PRSH20X20BK). Não vêm pré-lubrificadas, por isso é preciso uma gota de &lt;a href=&quot;https://www.hellermanntyton.com/products/chemicals/hellerine-m-284-ml/625-00001&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;óleo Hellerine M&lt;/a&gt; para as colocar bem. As &lt;em&gt;sleeves&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;A1&lt;/strong&gt; são ligeiramente maiores e já vêm pré-lubrificadas, sem necessidade de óleo. Encaixam na maioria dos multipairs até 4 canais, por vezes até 8, e estão disponíveis em várias cores, o que é útil para identificar tiragens num &lt;em&gt;loom&lt;/em&gt; complexo.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Isolamento do drain wire&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Em muitos cabos de baixa capacitância, o &lt;em&gt;drain wire&lt;/em&gt; não tem isolamento. Se ficar descoberto, pode tocar no chassis do conector e causar um curto. Coloco uma pequena &lt;a href=&quot;https://pt.rs-online.com/web/p/fundas-para-cables/0399401?gb=a&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;manga de silicone de 1mm&lt;/a&gt; por cima para o manter isolado até ao pino de soldadura. A &lt;em&gt;sleeve&lt;/em&gt; H20 segura-a no lugar.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;h2&gt;Preparar bem, soldar com facilidade&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Construir os próprios cabos é trabalho satisfatório. Os que duram uma vida inteira não se constroem à volta de solda cara. Constroem-se à volta de uma boa preparação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escolher os materiais certos, perceber com o que se está a trabalhar e usar revestimento mecânico adequado. Faz-se isso e a soldadura torna-se a parte fácil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com calma, mede duas vezes, faz o &lt;em&gt;stripping&lt;/em&gt; com cuidado e coloca as &lt;em&gt;sleeves&lt;/em&gt; correctamente.&lt;/p&gt;

      </content:encoded>

      
      
    </item>
    
    <item>
      <title>Novo plugin, Newfangled Audio Fixate:Midrange</title> 
      <link>https://sumtozero.net/pt/posts/lançamento-plugin-fixate-midrange/</link>
      <pubDate>Tue, 12 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate>
      <guid>https://sumtozero.net/pt/posts/lançamento-plugin-fixate-midrange/</guid>
      
      
      <description>Colaborei com a Newfangled Audio a criar o Fixate:Midrange, um novo plugin para corrigir e melhorar médio em mix e mastering.</description>
      
      
      <content:encoded>
        &lt;p&gt;Colaborei com a Newfangled Audio a criar o &lt;a href=&quot;https://www.newfangledaudio.com/fixatemidrange&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Fixate:Midrange&lt;/a&gt;, um novo plugin que foi lançado hoje!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-450.webp 450w, https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-900.webp 900w, https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-1200.webp 1200w, https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-1800.webp 1800w, https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-2400.webp 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-450.jpeg&quot; class=&quot;article-image&quot; loading=&quot;eager&quot; decoding=&quot;async&quot; alt=&quot;Plugin Fixate:Midrange no Knurl Mastering&quot; fetchpriority=&quot;high&quot; width=&quot;2400&quot; height=&quot;1602&quot; srcset=&quot;https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-450.jpeg 450w, https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-900.jpeg 900w, https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-1200.jpeg 1200w, https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-1800.jpeg 1800w, https://sumtozero.net/img/bIbbs_bdpG-2400.jpeg 2400w&quot; sizes=&quot;100vw&quot; /&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo começou numa conversa casual com o Dan - o fundador da Newfangled Audio - sobre mastering, áudio e plugins. A certa altura mencionei que praticamente usava sempre os mesmos faders no EQuivocate, e o Dan referiu que isso seria uma boa ideia para um plugin: um EQuivocate especifico para essas aplicações. A partir daí fizemos protótipos, trabalhámos a estrutura e layout do plugin, afinámos o algoritmo, e o que começou como uma ideia simples de cinco &lt;em&gt;knobs&lt;/em&gt; tornou-se numa ferramenta muito potente para mistura e mastering.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O plugin é focado em resolver problemas de médio em misturas ou instrumentos individuais, tem uma componente dinâmica para resolver problemas como &lt;em&gt;mud&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;honk&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;harshness&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;nasal&lt;/em&gt; e uma parte estática baseada na tecnologia do EQuivocate que permite melhorar e corrigir o médio de forma automática ou que pode ser usado como um EQ convencional.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;videoWrapper&quot;&gt;&lt;iframe width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;https://www.youtube-nocookie.com/embed/6vde2XDBBls?si=g7ZenkEv5DEkLr3Y&quot; title=&quot;YouTube video player&quot; frameborder=&quot;0&quot; allow=&quot;accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share&quot; referrerpolicy=&quot;strict-origin-when-cross-origin&quot; allowfullscreen=&quot;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O plugin tem uma versão demo, sugiro que experimentem e espero que gostem!&lt;/p&gt;

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